domingo, 1 de fevereiro de 2015

APS REVIEW Arrow | 3x11, “MIDNIGHT CITY” – “Warmer...Warmer” É uma semana boa p...

APS REVIEW

Arrow | 3x11, “MIDNIGHT CITY” – “Warmer...Warmer”



É uma semana boa para as mulheres fortes da banda-desenhada que perderam estatuto na transição para a série!



Embora necessário, o esforço do episódio da semana passada em mostrar os efeitos de morte de Oliver na dinâmica da Team Arrow foi um nadinha previsível, estanque e muito focado na reacção hiperbólica de Felicity, elevando-a às das restantes, igualmente importantes, pessoas que compõem a equipa.



O episódio desta semana, por outro lado, focou-se num aspecto muito mais interessante, isto é, a questão que todos carregamos connosco desde que Sara e, posteriormente, Oliver foram mortos:



Mas será que a equipa funciona sem Oliver, a única pessoa que parece capaz de obter resultados na luta intensiva contra o mal?



Ao que parece, funciona e é capaz de bastante, quanto a resultados...ahhhhhh... bem, nem todos foram positivos, certo? Mas existiram, devido (não só, mas também) ao contributo de Laurel, aka Black Canary.



Era preciso que existisse um bom motivo para Laurel sair do ginásio e começar a patrulhar as ruas da cidade e nada melhor do que uma ameaça mais perigosa que Al Capone para a levar a fazê-lo. Embora bem artilhada e com um treino mínimo em luta, a Canary versão 2.0 de Laurel é ainda, claramente, uma versão 1.5, pouco eficaz porque vive mais do medo provocado pela menção do nome adoptado pela irmã do que propriamente pelo desafio que representa em batalha.



Felicity-mente (got that?), não é ineficaz ao ponto de ser um empecilho para a equipa. Pode não ter o treino de Roy, pode não ter a sabedoria de Oliver, pode até nem ter tudo o que a irmã tinha (incluindo o decote), mas Laurel Lance é capaz de ajudar, é importante, tem valor, é forte e, talvez a sua melhor qualidade, consegue levar-nos a dar valor ao processo de aprendizagem. Ninguém nasce ensinado, o nosso nome (só por estar associado a uma personagem importante na banda desenhada) não nos confere poderes, no mundo real, é a experiência que nos torna mais fortes e resistentes.



Por estas razões devo dar os parabéns aos argumentistas, não pelas pequenas glórias (a luta corpo a corpo com os cassetetes, o tacão do sapato usado como arma, o salto pela janela, o pontapé nas "jóias da família" de Brick,...), mas pelas lombas da estrada (a queda em cima da carrinha, as pancadas na cabeça, a falta de segurança). Este sim é o caminho certo a seguir.



É óptimo ver Laurel assim, é fantástico o quanto ela influencia os que a rodeiam, o quanto ela tornou, num episódio, Roy muito mais interessante, outra vez, como ela conseguiu, num episódio, mostrar que Brick não é invencível, como ela, num episódio, mostrou que Oliver deixou a cidade em mãos capazes, não experientes, não perfeitas, capazes. Quase que compensa uma temporada de constante irritação com a personagem.



Laurel, continua assim, interessante....para sempre...obrigado.



P.S:: Será que eles vão contar ao detective Lance que Sara morreu em algum episódio próximo? Já estou um bocado farto de o ver a ser tratado como um idiota. É óptimo material para Laurel desenvolver a sua faceta mais emocional mas, ainda assim, está a tornar-se saturante.



In Arrow (Portugal)



#Arrow #APSPortugal









Autor: APS Portugal

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