quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

APS Review Person of Interest : 4x11 - "If-Then-Else" Em todas as temporadas de...

APS Review

Person of Interest : 4x11 - "If-Then-Else"



Em todas as temporadas de todas as séries existe sempre um episódio que se destaca e, geralmente, é quando a série sai da zona de conforto e arrisca que se atinge uma qualidade soberba. Person of Interest tem aproveitado fazê-lo desde a temporada passada e o resultado é magnífico, quer na temporada passada com a morte de Carter (e os impactos que causou nas personagens), quer esta semana.



If-Then-Else trouxe-nos o mundo da Machine, um mundo só dela e cheia de possibilidades previamente calculadas. Não foi Harold que nos falou delas ou teceu mais um dos seus elogios ou explicações sobre o que a sua criação tem a capacidade de fazer, nem foi Root que transmitiu os recados do costume, foi a própria que se tornou uma personagem e mostrou de forma brilhante todas as suas capacidades, simulando todos os cenários a partir de uma situação de perigo que Harold, John, Root e Fusco estavam a enfrentar.



Enquanto via o episódio a curiosidade pelo que ia acontecer era enorme e achei que estava a seguir a bom ritmo, até Finch ser atingido por uma bala e a Machine nos mostrar as seguintes palavras:



SIMULATION TERMINATED’

‘RESETTING TO REAL TIME’



Foi aqui que percebemos que tudo tinha sido uma simulação continuei tão desconfiada quanto maravilhada pelos “cenários” que a Machine nos ia mostrando, demonstrando como conhece bem os seus companheiros: Finch aborrecido por destruírem um quadro de Degas, Fusco a beijar Root, John a ser irónico com Shaw… os pormenores foram imensos e demonstrou-nos a complexidade da Machine.



Simultaneamente, tivemos dois arcos secundários:

O primeiro, com flashbacks de 2003 em que Finch lhe os valores humanos e que todas as vidas são importantes através de analogia com o jogo de xadrez, esperando assim criar-lhe uma consciência humana. É esta a grande diferença entre a Machine e Samaritan, em que a última não olha a meios para alcançar os objectivos, vendo o valor humano como simples data.



O segundo foi Shaw, envolvida numa situação de um homem-bomba no metro de Nova Iorque, visivelmente transtornado pela crise económica desencadeada por Samaritan no episódio anterior. Ao contrario do que é costume, não recorreu ao poder da bala mas da palavra, aliás, era o único cenário que lhe permitia um desenlace positivo segundo os cálculos da Machine.



A recta final trouxe-nos o melhor e o pior. A terceira simulação foi a mais curta mas houve simplificação dos diálogos entre os personagens, o que para nós foi hilariante:

“aviso sádico entregue friamente”; “inquérito auto-depreciativo para ter tempo para se infiltrar no sistema”; “ligeiramente envergonhado e na defensiva próximo da hostilidade”... e tudo isto em tão pouco tempo.



O desfecho foi o pior, mas o possível. Shaw aparece de surpresa, até mesmo para a Machine, não lhe dando tempo para recalcular as possibilidades de sucesso e ponderar cenários de sobrevivência. Shaw foi a heroína que beija a “chatinha da sua amada” (Root), distração necessária para que os restantes se pudessem salvar. Shaw sacrificou a vida em prol do grupo, em prol da Machine, em prol do restabelecimento da normalidade e da luta contra Samaritan. Shaw deixou-nos escondida num tiro que não vemos.



Person of Interest mostrou-nos o melhor que consegue fazer: momentos decisivos numa fase da temporada em que ninguém estava à espera e a espelhar pouca preocupação em “fazer desaparecer” personagens relevantes para o enredo. A história só tem a ganhar com tudo isto.



In Person of Interest (Portugal)



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Autor: APS Portugal

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